sábado, 11 de outubro de 2008

Capítulo I - Primero encontro

Ana e Lucas eram muito amigos, daqueles primos que não se desgrudam nem na hora de comer. Onde Ana estava, podia procurar Lucas que ele estava também. Ana tem 16 anos e Lucas, 10.
Eles saíam muito juntos, por grande que fosse a diferença de idade, isso não era empecilho para que os dois se divertissem. Em uma dessas saídas, Ana o levou pra jogar bola num campo de areia que se montava todos os anos em um shopping da cidade deles. Era a sensação do verão, já que a cidade não tinha praia. Apesar de não gostar muito de futebol, Ana o levou pra esse tal campo. Cansada de ficar só olhando, a garota foi procurar algo pra comer. Ao sair disse apenas:
-- Lucas, já volto.
Os jogos aconteciam no estacionamento do shopping, e Ana foi procura algo pra fazer dentro do shopping. Já quase no portão principal, a menina vê um senhor sozinho, acompanhado apenas por uma bengalinha humilde. A garota para e fica olhando aquele senhor ali. No mesmo instante, o senhor tropeça e cai .
Ana corre e tenta acudir o moço.
-- O senhor está bem? Eu não vi como o senhor caiu, precisa de alguma coisa, um remédio, uma água pra limpar...Eu posso...
O senhor a interrompeu dizendo:
-- Calma minha filha, estou bem. Foi só um tropecinho de nada, não precisa de preocupar desta maneira...Qual o seu nome minha filha? O meu é Joaquim.
Já mais calma, Ana responde:
--Meu nome é Ana Cláudia. Eu estou com meu primo Lucas.
--Muito prazer Ana Cláudia, prima do Lucas.
Ana riu. E viu que Joaquim também ria.
--Eu vou ali comprar uma água pra lavar esse ferimento. Está Horrível!
Ana Levantou-se e rapidamente voltou com a água.
--Pronto, voltei. Demorei muito?
--O necessário.
Ana estava impressionada como aquele homem aparecera. E mais ainda de está ali o ajudando. Para ela, aquela cena era muito estranha. Ela estava ali, ajudando aquele senhor que até alguns minutos atrás não sabia nem, o seu nome, e já estavam amigos. Não sabia nada da vida dele. Se era rico, se era pobre, se tinhas filhos ou se não tinha, se era casado ou solteiro. Enfim, com quem ele estava... Pra ela, tudo aquilo era muito confuso...
--Conte-me um pouco de sua vida, Ana.
--minha vida? Minha vida é normal, nada de interessante. Tenho 16 anos, curso a 2ª série do ensino médio. Em breve pretendo ser uma grande juíza de direito.
--Hum... Pensa grande você... Mas sabe, para isso é necessário muito estudo e muita dedicação. A carreira que você escolheu requer um acompanhamento de perto.
-- É, eu sei disso... Mas vou me dedicar com bastante afinco para que meu sonho se torne realidade.
-- Quem bom. Meu filho também é juiz. Mas ele nem se importa comigo. Não tenho dinheiro e lutei a minha vida toda para que ele tivesse uma boa educação.
Ele me deu um apartamento onde hoje eu moro. Mas não sou muito feliz. Sou muito sozinho e nunca tenho com quem conversar. Foi muito bom conhecer você Ana Claudia.
Naquele instante, Ana lembra de Lucas e core para buscá-lo.
-- Seu Joaquim, esqueci de Lucas. Tenho que ir agora.
-- Espere, dê o número de seu telefone.
Sem pensar, Ana tirou da bolsa um pequeno papel e anotou seu telefone.
-- Adeus eu Joaquim.
Seu Joaquim, sem ânimo, balbuciou um simples “tchau”.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sem título

Vou começar hj a posta meu livro que eu mesma escrevi, sem a ajuda de ninguém hahuhauhauhauha Mas ele ainda não tem título, por isso, eu não vou por ainda. Mas primeiro, vou por aqueles negocinhos que dão uma síntese do que se trata.

O livro conta a história de uma menina que ajuda um senhor de idade caído em um shopping e depois fica amiga dele. Esse senhor (Joaquim) diz paar a menina (Ana Cláudia) que era pobre. Com alguns meses de amizade a garota descobre que esse senhor é um homem muito rico. Sem gostar muito da idéia de seu melhor amigo ser rico(Ana era pobre), a garota continua sendo amiga do velho. Depois de alguns meses, Joaquim é encontrado morto dentro de seu apartamento. Daí, gera a dúvida: quem matou Joaquim?
Existem 4 suspeitos: Ana, Lourdes(empregada de Joaquim) e a dupla Ester e Estevão, filhos de Joaquim.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Primeiras loucuras

Eu queria começar logo com o verdadeiro motivo pela qual eu criei esse blog aqui que por sinal está ficando uma droga, mas enfim.
Mas fico com receio de logo começar, por isso...Amanhã eu irei começar a por.
Bom, mas acho que direito de saber, todos têm como se alguém mais além de mim fosse ler isso aqui, mas deixa pra lá
Eu vou por o meu livro que estou escrevendo que por enquanto ainda não tem título, mas em breve quero por, aceito sugestões alguém vai ler isso aqui?
É isso então. Amanhã eu começo, até mesmo por quem eu tou super cansada, acabei de chegar da escola, tou com sono em plena nove da noite.

Dia 5 de outubro

Esse último dia 5 aconteceram as eleições municipais em todo o país...
Só por que alguem um dia disse que se o Piauí deixasse de existir ninguém daria por falta que aqui deixaria de ter tais eleições...
É, mas eleições sem boca-de-urna é como pão sem manteiga, queijo sem presunto e por aí vai. Essa foi a primeira vez que votei não é lá essas coisas, mas enfim, nessa droga de país o voto é obrigatória, tinha que ir e logo de cara, participei das tais boca-de-urna.
Posso dizer que não foi uma das melhores experiências da minha vida...
Fui por simples 15 reais, mas valia muito mais...
Saí de casa às 8 da matina, morrendo de sono e fui me encontrar com o restante do grupo. Recebi os "santinhos" (que são aqueles papeisinhos com o nome e o número do candidato e fui.
Ao meio dia, já tinha ido ao Colégio posto de votação umas tres vezes, tava morta de cansada.
Às duas, decemos novamente prro colégio e ficamos esperando o coordenador da boca-de-urna, que é pai de umas amigas minhas. Éramos quatro. Depois de algum tempo esperando na porta da escola, vimos uma fiscal de partido reclamando com um policial amigo nosso, diga-se passagem, que estávamos fazendo boca-de-urna. Saímos da escola morreeeeendo de medo e fomos esperar o seu moço pra nos buscar pra irmos pra um bairro vizinho. Segundos antes de o seu moço chegar, um carro a serviço do TRE parou na nossa frente. Se ele tivesse demorado mais eu tinha feito xixi na roupa...
Logo o seu moço chegou. Nós entramos no carro e um outro carro nos fechou, mas esse era pior ainda: era um carro da Polécia Federal.
Quando eu vi aquele carro preto, enorme diante de nós, pensei que ele iria passar por cima de mim! Os policiais desceram e perguntaram se já tinhamos votado. A resposta era sim, mas nós mentimos só pra poder sair logo dali. No meu bolso, no bolso de minhas amigas e no porta luva do carro estava cheio de santinhos. Era a prova do crime! Quando pensei que seriamos liberados, outro policial desceu do carro. Pensei: agora já era! Mas logo ela desistiu do interrogatório e nos liberou. Mas dessa vez, um seundinho a mais, teria feito xixi no carro. Fiquei sem ar durante uns vinte minutos, nenc conseguir falar eu conseguia...O sufoco foi quande e a pu**** do candidato nem ganhou...
Saldo do dia: 15 mangos, muito cansasso e muuuuitas dores nas costas...
É isso aí, só é bom assim...
hahuahuhauhauhauhauh

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A primeira a gente nunca esquece...

Como postaem de abertura, irei por algo que não é meu, mas que eu aprendi a gostar desde a primeira vez que li...na verdade leram pra mim, mas enfim e eu não gostaria de perder...

Torcida da sua vida
(Carlos Drummond de Andrade)

Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina.Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito.Daí continuaram torcendo...Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra , pelo primeiro passo.O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então? E, de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer. Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel. Torcia o nariz para o quiabo e a escarola.Mas torcia por hambúrguer e refrigerante. Começou a torcer até para um time. Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano.Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão. Eles também estavam torcendo para você ser bacana.Nessas horas, você só torcia para não ter nascido. E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido.Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir.E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.Depois começou a torcer pela sua liberdade.Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa.Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais.Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro.Torceu para ser médico, músico, advogado...Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa fase.No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para 'ela'... Primeiro, torceu para ela não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro.Descobriu que ela torcia igual a você. E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho.Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.E, daí pra frente, você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas.Mas muita gente ainda torce por você!!!

"Se procurar bem você acaba encontrando... Não a explicação (duvidosa), mas a poesia (inexplicável) da vida."